Hoje em dia me pego questionando algumas coisas tidas como “básicas” enquanto morava no Brasil. Por exemplo a influência da religião nas leis de um país.
O Brasil é tido como um país oficialmente católico. Isto dá liberdade à igreja de influenciar na política do país.
O problema de uma religião ter influência sobre um governo é que isto causa descriminação sobre as outras, além de dar margem ao sistema totalitário, onde o governo manda em você e ponto.
Imagine o tema “aborto”. Algumas religiões defendem que nascemos no momento que damos o primeiro suspiro. Outras defendem que encarnamos no momento em que o espermatozóide fecunda o óvulo. Quem está certo? Quem está errado? Quem pode comprovar? Como resolvemos o empasse?
Por se tratar de um tema tão pessoal, não consigo concordar com o estado tomar esta decisão por mim. Também não estou pedindo para o estado tomar partido. Simplesmente se abster. Decidir sobre o que eu posso fazer ou não vai de frente com o conceito de democracia.
Recentemente li um artigo sobre células-tronco. Bem, o artigo não era tão recente (meados de 2008) e sim, minha leitura. A pesquisa no Brasil sobre células-tronco é promissora, mas esbarra em questões fundamentais, de cujo ético-religioso. Coisas que não entendo.
Questão 1: Os embriões alvo de estudos são de descarte de processos de fertilização. Ou seja, serão destruídos de qualquer forma. Por que não aproveitar e se fazer ciência? A igreja considera os embriões seres viventes para pesquisa, mas não para o descarte?!
Questão 2: Pede-se a opinião da pesquisadora sobre se os embriões estão vivos, se são seres. A resposta excelente: Eu não sei o que é vida, porque isso é discutível. Mas sei o que é morte. Uma pessoa é considerada morta quando seu sistema nervoso para de funcionar. Embriões não possuem sistema nervoso formado.
Questão 3: Por que então não se discute também o fato dos seguidores do movimento religioso Testemunha de Jeová não aceitarem transfusão de sangue?
Religião deveria ficar onde ela está. Dentro das igrejas.